sexta-feira, outubro 09, 2009

☥ Jogo perigoso ☥




O casal estava em seu quarto quando Paula teve a idéia de fazerem o jogo dos espíritos.
- Isso pode ser perigoso, minha pequena.
- Está com medo, amor?
Samuel sorriu meio sem graça da pergunta de sua namorada. A verdade era que ele estava com medo sim, mas não dos espíritos, e sim do que poderia acontecer durante tal jogo.
- Não estou com medo. Só acho que deveríamos ter mais gente aqui pra podermos fazer isso.
- Você é um puta de um emo medroso. – brincou a menina.
Samuel baixou a cabeça relembrando o que tinha ocorrido a algum tempo atrás, ou melhor, ele não conseguia lembrar o que acontecera.
Após Paula trazer um tabuleiro oiuja e se ajeitar no chão próximo da cama, a garota olhou séria para seu namorado.
- Desculpa não ter te contado, Sam. Já faz um tempinho que eu comprei esse tabuleiro.
Samuel olhou para sua namorada e olhou para o tabuleiro. Levantou os ombros em sinal de que não importava. Paula rapidamente pegou um copo e colocou-o em cima do tabuleiro.
- Tem certeza disso, pequena?
- Absoluta, meu príncipe. Agora relaxe. – disse sorrindo e ajeitando-se mais uma vez.
- Tem alguém aí? – Paula começou quando os dois estavam com seus dedos indicadores sobre o copo.
Por alguns segundos que pareceram uma eternidade fez-se silêncio no quarto.
- Tem algum espírito, aqui? – tornou a perguntar.
Samuel estava muito incomodado por estar participando desse jogo, mas se manteve firme, tudo para agradar sua namorada.
- Se tem algum espírito aqui agora, revele-se! – gritou a menina para espanto de Samuel.
As cortinas do quarto se ergueram, como se houvesse passado uma rajada de vento forte dentro do quarto. Samuel arregalou os olhos já suando frio, pois sabia que não poderia ter vento ali, já que as janelas estavam fechadas.
- Eu vou per...
Paula interrompeu a frase quando sentiu o copo ser arremessado contra a parede. Olhou para Samuel e ele estava de cabeça baixa. Sentiu um arrepio percorrer sua coluna quanto ele a olhou de um jeito estranho.
- Olá, putinha.
- Que palhaçada é essa, Sam? Não pode tirar o dedo do copo, quanto mais jogar na parede.
- Seu namoradinho emo está dormindo, vagabunda. Eu dou as cartas agora.
Os olhos de Samuel ficaram negros como a noite e um sorriso cruel escapou de seus lábios.
- O qu... que eu fiz? – gaguejou a menina.
- Você? HAHA! Você não tem forças para me chamar aqui. Muito menos com esse joguinho idiota de comunicação com espíritos. Por Deus! Você vez tudo errado, não chamaria nem um espírito que tivesse acabado de morrer.
Lágrimas escorreram dos olhos da menina, que teimou em engolir o choro.
- Eu vim aqui por causa do seu precioso Samuel. Ele é um receptáculo poderoso, sabia? – o demônio estava se divertindo com o terror da menina.
Paula apenas negou com a cabeça.
- Ah! Ele não te contou o que aconteceu quando eu dei o ar da graça da última vez? Que coisa feia da parte dele, não? – disse o demônio sorrindo.
O demônio fez um sinal com a mão e arremessou a garota na cama. Mais um gesto de sua mão e as roupas dela se desfizeram toda, expondo todo o corpo nu da menina.
- Sabe, eu fodi aquela puta da antiga namorada dele de todas as maneira possíveis. E até que a guria gostou. Gemeu legal, saca? Depois matei ela estrangulada em seus próprios intestinos.
O demônio estava em êxtase com o pavor que Paula sentia. Ela se encolhia na cama e chorava a cada palavra proferia da boca de seu amando Samuel.
- Não se preocupe, sua putinha gótica. Vou fazer diferente com você. Bem, ao menos na parte de te matar com seus intestinos. – sorriu o demônio.
Paula soluçava e chorava feito uma criança. Implorando em pensamentos por todos os santos e deuses que conhecia, para que algum desses lhe socorresse.
- E no fim das contas, seu querido Samuel não se lembrará que esteve aqui.
Os olhos do demônio assumiram um coloração avermelhada enquanto caminhava em direção a menina na cama.

quinta-feira, outubro 08, 2009

☥ Encanto sombrio ☥


Olho em seus olhos e vejo o desejo
Olho em seus lábios e vejo um sorriso
Olho e vejo a maneira sensual como caminha
Posso sussurrar por séculos juras de amores em seus ouvidos
Meu tom de voz é doce como mel
Mas, se olhar em meu coração
Verá meu amor sem fim...

- Edson Daeva

quarta-feira, setembro 02, 2009

☥ Deus-Negro ☥


Ana estava ansiosa para que o sinal tocasse, isso significaria o término de suas aulas esta tarde e ela poderia ir direto para casas, pois, tinha esperado por essa noite por longos dias.
Durante três meses, Ana esteve freqüentando uma comunidade junto com umas amigas. Aprendera alguns rituais mágicos e cultuavam um deus que ela não conhecia, mas sentia grande exitação com aquilo. Por causa das experiências que presenciava durante os rituais, Ana tinha certeza que algum deus estava presente, olhando por ela e suas amigas.
Disse aos pais que queria dormir na casa de uma amiga.Como já era fim de semana, sentiu-se no direito de dormir fora e ter alguma diversão, já que estudava demais e saia pouco. Seus pais não conseguiram resistir a argumentação de Ana e cederam. Ana se despediu dos pais com um abraço caloroso e saio.
Todas as quatros meninas chegaram a casa de Bianca quase na mesma hora. Trocaram sorrisos e olhares maliciosos, depois entraram todas com muita empolgação.
- Uauu! Que casa maneira, Bianca.
Não foi só Diana que ficou impressionada com a casa, Ana e as outras olhavam de queixo caído para a luxuosa sala a sua frente.
- Ah! Fiquem a vontade. Hoje ela não é minha casa, e sim, o templo do deus-negro.
As quatro meninas se entreolharam e voltaram os olhares para a linda morena de cabelos lisos. Bianca parecia uma estátua esculpida pelos deuses de tão linda. Ana lembrara que Bianca tinha se apresentado a elas como sacerdotisa do deus-negro, podendo provar depois de alguns rituais que estava falando a verdade.
Ana e as outras meninas foram conduzidas pela sacerdotisa a uma sala ampla e pouco iluminada. Foram instruídas a tirarem todas as suas roupas ficando apenas banhadas pelo manto da escuridão da sala. Todas estavam inconscientemente posicionadas ao redor de um pentagrama que não poderia ver até que a sala estivesse a luz das velas que estavam espalhadas. Sentiram-se estranhas e exitadas quando as velas se acenderam, clareando um pouco o pentagrama que estava ao redor.
- Ana, posicione-se no centro do pentagrama.
O tom de voz saio da boca da sacerdotisa não como um pedido, mas sim, como um comendo. Ana se sentiu estranha com isso, mas tinha se prontificado a tudo para conhecer o deus-negro.
Após alguns minutos de silêncio, o que deixou Ana apreensiva, mas o silêncio logo foi quebrado quando a sacerdotisa começou a proferir alguns mantras em línguas que Ana não entendia.
- Está ciente de que, no termino do ritual, estará entregue ao deus-negro e nada do que fizer vai mudar isso? É isso o que realmente quer, Ana?
Ana apenas acenou positivamente com a cabeça.
- Diga em voz alta, menina. Você aprendeu que palavras tem poder, então, tudo estará consumado quando terminar de.
Ana engoliu em seco e, proferindo as palavras de confirmação de que ela estaria entregue após o ritual.
- O mesmo vale para vocês. Como não estão dentro da proteção do pentagrama, estarão a mercê do deus, poderão sentir-se estranhas e domadas por forças que não compreendem.
Bianca olhou severamente para as três meninas ao redor do circulo de cinco pontas.
- SIM!!!
Com a confirmação das lindas meninas todas de uma só vez, uma névoa de um rubro escuro adentrou na sala. Ana olhou deslumbrada para a névoa que tomava forma humana. A forma de um belo homem.
Ana não conseguia tirar os olhos do deslumbrante homem a sua frente. A visão de um homem totalmente nu a exitou, principalmente porque ele era lindo. Era ele, o deus-negro por quem tanto esperou conhecer. Olhou em volta procurando suas amigas e se espantou ao ver todas elas se apalpando, transando e lambendo umas as outras.
A sacerdotisa estava com elas, naquela cena, pareciam anjos de tão lindos. Tornou a olhar para o deus que agora estava diante dela. Um rosto tão belo que a fez pensar que estava sonhando. Um sorriso se alargou na cave do deus-negro e ela pode ver duas presas enormes se alongando de seus caninos.
- Ah, Ana! Esperei todos esses anos para que você crescesse. Sua vida, sua virgindade e seu sangue serão meus esta noite e para todo o sempre.
Ana estava entorpecida com a beleza do deus de presas a sua frente. Sentiu seu sexo e sua alma serem invadidos pelo membro do deus. Dor e prazer imenso era o que sentia enquanto o sangue do hímem rompido escorria sobre as pernas do deus-negro.
Ana agarro-se com todas as forças ao sentir as presas em seu pescoço. Gemeu baixinho no ouvido seu deus.
- Está consumado, sou eternamente sua. Eu te amo...
Uma gargalhada pavorosa que vinha de dentro da luxuosa casa podia ser ouvida por todo o quarteirão naquela noite.

terça-feira, agosto 25, 2009


- Não sei por que fiz aquilo. Quer dizer, eu amava o Tony. Não queria magoá-lo. Não intencionalmente. Mas acho que parte de mim queria isso, não é? Quer dizer, por que eu sairia com aquele outro cara?
- Mas você saiu realmente com ele. E agora Tony está morto. Como é que você se sente a respeito?
Tamara olhou feio para a psiquiatra. “Como é que você acha que eu me sinto?”, ela pensou. Apanhou um lenço de papel e assoou o nariz.
- ‘Tá legal, eu fiz merda. Mas não sou desse jeito. Nunca tinha traído ele antes. Quando aconteceu, ele ficou tão nervoso que foi atrás do cara.
- Não estamos falando do Tony. Estamos falando de você. A raiva do Tony é... era.. problema dele. Não estou culpando você, Tamara. Meu papel é ajudar. É importante sermos honestas uma com a outra. Se guardarmos nossa raiva, ela nos consumirá aos poucos.
Tamara não queria nada daquilo, mas seus pais a obrigaram. Terapia. Dane-se. Ninguém sarava conversando. Havia outras maneiras de se sentir bem consigo mesma, maneiras que não envolviam palavras. Mas lá estava a psiquiatra, a Sra. Van Heuvel, uma vaca intrometida que aparecera na casa dos pais de Tamara, enviada pela polícia. Ou melhor, “recomendada”. Pelo menos era o que ela achava ter ouvido.
- Tamara – disse a Sra. Van Heuvel. – Fale sobre o homem com quem você saiu do bar. Quem era ele?
- Não sei. Eu não o conhecia. Mas era um gato. O cara mais lindo que eu já tinha visto. Droga até você teria saído com ele. – Tamara estremecfeu. Ela não tivera a intenção de dizer aquilo.
- Continue – prosseguiu a Sra. Van Heuvel, impassível.
- Nós... fomos lá para fora, para o beco. Sei que vai parecer coisa de piranha, mas... Meu Deus, acho que eu simplesmente queria o cara. Não sei por que. Eu só queria. Ele tinha um jeito todo especial.
- Ele mordeu seu lábio? Foi isso que li no relatório da polícia?
Tamara franziu o cenho.
- Hã... não. Eu ... Bem, havia sangue e minha boca, então... É eu acho que ele deve ter me mordido.
- Sangue? O dele ou o seu?
- Hã? Eu... Ah, meu Deus. Era o dele! Como é que você sabia? Só lembrei agora, neste instante. Foi muito esquisito. Ele me deu um pouco do sangue dele... e eu bebi.
- Você gostou?
Tamara olhou ansiosamente para a Sra. Van Heuvel. A psiquiatra tinha uma estranha expressão no rosto.
- Porque, se tiver gostado, posso dar um jeito de você conseguir o quanto quiser.


*OBS: Este conto foi retirado do Livro de regras do Mundo das Trevas. Portanto, não é de minha autoria.

sábado, agosto 08, 2009

† † Doce como mel † †


Quem diria que há alguns minutos atrás eu estava na portaria recebendo os clientes da boate. Depois de um tempo fazendo meu trabalho – sou muito bom em fazer a segurança – eu tirei alguns minutos de folga para sair com essa linda garota. Não sei se foi por meu magnetismo pessoal ou por que eu danço bem, modéstia a parte. Eu não sou bonito, mas tenho um belo corpo. Muito bem trabalhado, e eu já tinha meu charme mesmo quando era mortal. Já a garota à minha frente? Ah! Ela era linda, extraordinariamente linda. Usava uma mini-saia de couro, meias arrastão tradicional, blusinha acima da barriga, o que deixava a mostra o piercing em seu umbigo. Com um olhar penetrante e um corpo de dar tesão até mesmo em um vampiro ancião.
Enquanto ela caminhava na mina frente, não podia deixar de pensar no quanto ela dançava na pista de dança. Foi essa dança que me chamou a atenção e me fez querer o seu sangue.
- Aqui está bom? – perguntou ela já encostando na parede.
- Não. Só mais alguns passos e viramos no corredor a direita. – respondi com um belo sorriso.
Dava pra ver que ela estava louquinha de tesão por mim, só que eu não sabia se era por causa do meu charme ou do meu poder vampírico de atrair mortais e imortais. Paramos no corredor com pouca iluminação, mas dava tranquilamente para ver a beldade na minha frente, mesmo se eu ainda fosse um simples mortal. Ela me fitou nos olhos, depois percorreu todo o meu corpo parando no meu abdômen que estava descoberto. Eu gostava de usar uma jaqueta aberta para trabalhar, atraia a atenção das mulheres. Veio ao meu encontro mordendo os lábios e passando as mãos por meu peito nu, descendo até parar n o cinto. Isso bastou para que eu explodisse em cima dela. Joguei-a na parede – torcendo para que não tenha usado força demais – arrancando um sorrisinho malicioso de seus lábios, o que aumentou meu tesão. Arranquei a blusinha que ela usava expondo seus seios durinhos que cabiam perfeitamente nas minhas mãos, como se fossem feitos para elas.
- Já não estava mais agüentando de tesão, gostoso. – sussurrou ela.
Levantei-a fazendo com que suas pernas se fechassem em minha cintura, me prendendo com força. Beijei aquela boquinha pequena com vontade, deixando ela sem fôlego.
- Oh, minha pequena! Nunca mais esquecerá o que eu farei com você esta noite. Do prazer que irá sentir. Está pronta? – sussurrei para ela.
- Es... Estou. – suspirou a doce menina.
Cravei minhas presas na pele branca de seu pescoço, arrancando suspiros e gemidos de prazer da única garota naquela noite que tinha mexido comigo daquele jeito. Seu sangue era delicioso Mais doce que o mel, mais viciante do que qualquer droga que estão distribuindo por aí. Abri minha garganta para receber o sangue, descendo e aplacando minha sede. Por um momento, tive medo de não conseguir parar de sorver sua vida. Ela tremia com o prazer de meu beijo vampírico, me deixando mais exitado ainda. Enquanto seu sangue escorria garganta a baixo, escorreguei minha mão para seu sexo que já estava todo molhadinho, já devia ter tido uns dois orgasmos, não sei ao certo, e ainda fazia força em minha nuca para que eu não parasse de fazer o que eu estava fazendo, mesmo ela não sabendo o que era. Já estava na hora de parar, eu não iria querer que uma linda garota como ela morresse em minhas mãos, tinha que deixa-la viva para poder repetir a dose. Suavemente coloquei-a no chão para que ela se sentasse apoiada na parede. Olhei mais uma vez meio que arrependido de não ter sugado de seus seios ao invés de seu pescoço. Mas que belos par de seios essa menina tem, desfiam a gravidade. A garota levantou-se meio sem jeito, - acho que bebi demais – como se estivesse sem forças. E estava mesmo.
Ouvi passos vindo do corredor, os sons ficavam mais nítidos a cada passada, vindo ao nosso encontro. Rapidamente abracei a menina para poupa-la de algum embaraço por causa de seu seios nus, ou foi porque eu não queria que mais ninguém alem de mim contemplasse sua beleza?
- Hum! Aí está você, Marcos. Estamos com um “probleminha” na porta dos fundos e o Betão mandou te chamar. – disse um dos outros seguranças.
- Já estou indo, só um minuto. – respondi secamente.
- Espere. Você nem sabe o meu nome. – a voz dela era doce e sensual.
- Não importa que nome tenha, menina. Dentro de minha jaqueta te meu cartão com o número de meu telefone. Saberei o seu nome quando você me ligar daqui a dois dias ou mais, OK?
Ao dizer isso, beijei sua testa com suavidade e cobri seu corpo com minha jaqueta de couro. Ficou meio grande nela, mas ficou linda. Acho que ela fica linda em qualquer roupa, embora eu prefira sem.
Caminhei de encontro ao corredor mal iluminado pensando que o “probleminha” devia ser dos grandes para o Betão me chamar...

By Edson Daeva

segunda-feira, julho 13, 2009

Eterno amor - Conto Vampírico

Estava frio naquela noite. Eu estava com minha amiga no cemitério de Santiago, me divertia sair com ela para circular por aí. Maggie era linda, olhos escuros, cabelos castanho claro e um corpo lindo. Eu, ah. Não sou tão bonita como ela.
Paramos em frente a um grande mausoléu. Era grande, feito de mármore negro, tinha duas estátuas de cada lado. Dois gárgulas para ser mais específica.
- Aqui está perfeito, Cíntia. – disse Maggie olhando em meus olhos.
- Hum... Tem razão, é perfeito.
Sentamos no túmulo e fitei os gárgulas ao lado do mausoléu. Eram belos em seu aspecto sombrio e animalesco. Expressões serenas, sem caretas, como era de se esperar que fossem as estátuas como aquelas. Olhei por mais alguns segundos, retirei a máquina fotográfica que sempre carregava em minha mochila e comecei a tirar fotos de Maggie junto das estátuas.
- Não vai me morder, hein bonitão? – disse ela dando um selinho em um dos gárgulas.
- Espere! – disse depressa, não queria perder aquela cena. – Fique assim, estou com um belo ângulo aqui.
Maggie ficou de quatro em cima do túmulo de mármore e foi beijando a estátua delicadamente. Se alguém se depara com aquela cena, teria certeza que estávamos loucas. E de fato talvez estivéssemos.
Depois de várias fotos e de vários beijos nos gárgulas, tiramos fotos nós duas juntas. Maggie fez questão de tirar foto dano um selinho em mim também.
- Vamos fazer um pacto, Cíntia? – perguntou ela ainda com o rosto próximo ao meu. – Para que nossa amizade dure para sempre?
Eu não sabia o que responder, ou o que ela estava querendo com aquilo tudo, fui pega de surpresa. Observei em silêncio seu lindo rosto. Sua pele muito pálida tinha um brilho maravilhoso ao luar. Não imaginava que aquilo fosse mexer comigo como mexeu. Fiquei olhando para ela, os lábios ainda muito próximos aos meus.
- Oh... Você diz, de sangue e tudo? – sussurrei para ela.
- Sim! – sussurrou ela em resposta. – Com sangue e tudo.
Maggie pegou minha bolsa, procurando algo dentro, mas eu não sabia ao certo o que era. Retirou o punhal de prata que sempre lavava comigo. Primeiro porque gostava dele. Segundo, porque nunca se sabe quando var precisar se defender.
Segurou a lâmina do punhal com força em sua mão esquerda, fechando-a com vontade. Olhou para mim com paixão e puxou rapidamente o punhal, fazendo um corte profundo em sua mão. Passou-o para mim sem dizer nada, mas esperando que eu fizesse o mesmo. Segurei o punhal pensativa, aquilo que ela estava fazendo tinha que fazer algum sentido para mim.
- Vamos, garota! – sussurrou ela.
Olhei sua mão mais uma vez, estava sangrando muito, as gotas de sangue estavam caindo sobre o túmulo. Fitei seus olhos com ternura e fiz o mesmo, mas tive que reprimir um grito, pois a dor era muito forte.
- Depois disso, seremos eternas. – disse estendendo sua mão para mim.
Fiz o mesmo para ela e nossas mãos estavam coladas, com os dedos entrelaçados com força. Maggie aproximou-se de mim com os olhos fechados, aquilo estava fora de controle, mas eu estava começando a ficar excitada com toda aquela situação. Trocamos um beijo acalorado, sua língua era doce e nada comparado com o beijo dos meninos do colégio, havia paixão em sua boca. Depois de alguns minutos nos beijando, ela se afastou, olhando em volta e se maravilhando com o que acabara de acontecer.
- Esta vendo isso, Cíntia? Quer dizer, consegue ver algo com toda essa névoa em nossa volta? – perguntou ela com um lindo sorriso.
Eu não havia percebido que estávamos completamente envoltas em névoa. Me perguntava de onde tinha saído toda aquela névoa, já que não estava assim quando chegamos.
- Não! O que está acontecendo aqui, Maggie. – perguntei um pouco assustada.
- Não faço a mínima idéia, mas estou adorando. Parece que nosso pacto foi consumado. – respondeu ela me olhando novamente.
Olhei para o túmulo e não havia sinal do sangue que escorrera de sua mão, o mármore estava limpo. Levantei-me depressa quando senti que o túmulo estava tremendo. Cíntia fez o mesmo rapidamente. A névoa que tomava conta do cemitério pareceu ser sugada para dentro do mármore negro, o que era algo muito assustador de se ver.
- O foi isso, Cíntia? – gritou Maggie.
- Não sei, não sei. O que nós fizemos? – disse olhando-a nos olhos.
Não houve tempo para respostas, a parte superior do túmulo se ergueu como se alguém ou alguma coisa estivesse empurrando por dentro, querendo sair. Fiquei horrorizada com a cena que não pensei em correr, só queria ver o que sairia dali. Maggie recuou um passo quando o mármore que estava sendo empurrado tombou de lado. Peguei seu braço para corrermos para longe, mas ela me deteve com um puxão no braço.
- Não vou sair daqui, Cíntia. Quero ficar para ver o que nós libertamos. – disse ela decidida.
- O que? Está maluca? Não fomos nós que fizemos isso e se não sairmos daqui logo, nosso pacto terá sido em vão. – gritei para ela.
Não houve tempo par a pensar, um homem levantou-se do túmulo. Sua pele era enrugada, como a de um velho, foi ficando mais lisa e pálida com o passar dos segundos. Nunca tinha visto nada igual, e ao que parecia, nem Maggie. O homem observou suas mão e seu corpo – que já estava completamente sem as rugas – com um interrogação no olhar. Depois me fitou com um olhar que quase me fez esquecer que ele era um cadáver e tinha saído de dentro do túmulo em que eu e minha amiga estávamos sentadas. Ele parecia admirado enquanto alternava o olhar entre mim e Maggie.
- Devo muito a você, meninas. – disse o homem com uma voz doce.
Suas palavras foram como um balde de água fria em meu corpo, levando embora todo o terror e a aversão que eu sentia pela cena que acabara de presenciar. Pelo visto, teve o mesmo efeito em Maggie, se não pior.
- O... qu... que é você? – gaguejei para ele.
Maggie me olhou, depois para a criatura a nossa frente, parecia não estar acreditando que isso estava acontecendo tanto quanto eu. Olhou para sua mão esquerda que ainda sangrava. O homem – ou o que quer que fosse – dirigiu o olhar para ela no momento em que ela o olhava de volta. Rapidamente me posicionei ao lado dela em uma espécie de guarda protetora.
- Você é o que estou pensando que é? – perguntou Maggie.
- Posso ser o que vocês quiserem. Amante ou carrasco. Decidam vocês o que eu sou . – respondeu com a voz ainda mais doce.
- Isso não pode estar acontecendo. – sussurrei olhando para minha mão que ainda sangrava, assim como a de Maggie.
- Seu amor por Maggie me despertou, Cíntia. O sangue derramado de Maggie me deu forças para me erguer do túmulo, de tão cheio de paixão que era. – sussurrou ele.
Troquei um rápido olhar com Maggie, depois voltamos a olhar para o home, que não estava mais no lugar onde estava.
- Agora vocês serão minhas para todo o sempre. Nosso amor ultrapassará a eternidade.
Vi um par de presas vindo em direção ao meu pescoço. Não pude me defender da criatura que era rápida e forte. Sua mordida me causou um enorme prazer, um prazer que eu comparava ao orgasmo, só que mais intenso e duradouro. Em meio ao prazer, ainda pude ver Maggie fitando o punhal no chão, que eu não fazia idéia que havia deixado cair de minhas mãos, mas o vampiro fez um movimento com a mão direita e ela foi ao chão como se tivesse desmaiado.
O vampiro me largou e foi ao encontro de Maggie, em parte eu estava feliz por ainda estar viva, mas o prazer foi tão intenso que eu teria pedido para ele não sair se minha vida não estivesse em risco. Ele abaixou-se sobre Maggie, examinando-a com admiração e desejo. Arrancou o espartilho que ela usava com um só movimento, observando os seios dela. Eu não podia imaginar que amava tanto Maggie até vela nessa situação, em perigo. Passou as unhas grandes pelas coxas de minha amiga e parou em seu sexo, fazendo movimentos circulatórios.
Retirei toda a força que me restara para me arrastar e agarrar o pé do monstro que estava em cima de minha amiga, meu amor.
- Não... faça isso. – sussurrei.
A última coisa de que me lembro daquela noite foi dos olhos em brasa viva me fitando com uma fúria animal. Na noite seguinte, tanto eu quanto Maggie éramos vampiras, e Santiago, era nosso mestre.

EDSON DAEVA

quarta-feira, junho 03, 2009

† † Luxúria Encarnada † †

Negra ela é. Mas incrivelmente linda para a minha perspicácia imortal.
Seus lábios são como a penumbra, beijando suavimente todo o universo.

Ela é a rainha de um imortal, cujo coração de gelo derreteu diante de sua irresistivel sede por luxúria.
Estou terrivelmente apaixonado por essa profetisa do desejo.

Juntos somos o os anjos da luxúria.
O casal sádico com pensamentos maliciosos.

E assim, unidos ficaremos por toda a eternidade.
Amem.

- Edson Tremere.
Obs*: Poema dedicado a minha eterna rainha.

Observadores das sombras